Vi no twitter e resolvi postar aqui!Parece piada o LeS dizer que a convenção precisa ser mudada. Só se fosse por causa dos interesses dele de reter o Sean no Brasil! :madgo
O caso Sean foi realmente muito importante para que os direitos dos outros pais com crianças sequestradas fossem respeitados! Espero que muitas outras retornem e que justiça seja feita!http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u726378.shtml26/04/2010 - 23h21
Pai do filho de ex-jogadora de vôlei diz que decisão foi mais fácil após caso Sean
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JOHANNA NUBLAT
da Sucursal de Brasília
O americano Kelvin Birotte, pai do filho da ex-jogadora de vôlei Hilma Caldeira, que conseguiu uma decisão de primeira instância determinando a volta da criança aos Estados Unidos, afirma que vive uma situação diferente do caso Sean Goldman. O garoto teve a volta aos EUA definida apenas após envolvimento do STF (Supremo Tribunal Federal).
Justiça manda ex-jogadora devolver filho aos EUA
Birotte diz, porém, que acreditou que seria mais fácil conseguir uma vitória na Justiça brasileira depois da determinação para que Sean deixasse o Brasil em companhia do pai, em dezembro de 2009.
Publicada no dia 20, sentença da Justiça Federal em Minas Gerais deu dez dias para que a criança seja entregue às autoridades brasileiras. A defesa de Caldeira afirma ter recorrido.
O pai não terá a guarda automática do filho. A decisão da Justiça Federal diz apenas que a criança deverá voltar aos Estados Unidos, local onde residia originalmente a família, e que cabe à Justiça americana decidir sobre quem ficará com o menino. A mãe poderá acompanhar o filho, diz a decisão.
Especialistas consultados pela Folha afirmaram acreditar que o caso Sean tenha realmente influenciado o Judiciário brasileiro, ao tornar mais conhecida a Convenção de Haia no que tange ao sequestro internacional de crianças.
"A publicidade que ganhou o caso do Sean foi benéfica ao tornar a convenção conhecida. Ela era pouco conhecida inclusive dentro do próprio Poder Judiciário", afirma Ricardo Zamariola Junior, que defendeu o americano David Goldman, pai de Sean.
Para Guilherme Calmon, professor de direito civil da Uerj, não é possível falar que a decisão de dezembro tenha influenciado juridicamente outras situações. Segundo ele, no entanto, em termos de informação por parte do Judiciário e da sociedade civil, o caso de Sean pode ser visto como "um marco divisor de águas".
O advogado Paulo Lins e Silva, de um dos principais escritórios que trabalham com casos de disputa internacional de crianças e pai do padrasto de Sean, diz acreditar que o Poder Judiciário ainda está influenciado pela "mídia que houve em torno do caso Sean".
Lins e Silva engrossa o coro de outros especialistas ouvidos de que é preciso definir melhor como o Brasil deve lidar com a Convenção de Haia.